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10 anos da Editora New Pop – 2º New Pop Day: Evento e Lançamentos

Em um sábado chuvoso, 21 de janeiro de 2017,  vários fãs de mangás ocupavam um pequeno auditório em São Paulo para prestigiar o 2º New Pop Day  e esperar ansiosamente os anúncios que a Editora New Pop iria revelar nesse ano em que ela completou uma década de atuação.
O “evento”, ou melhor, o encontro foi simples mais foi de coração. Teve algumas palestras bem interessantes, venda de títulos da New Pop e da Editora Draco com descontos e um pessoal do AreaE fazendo caricaturas.

Uma das palestras que contou com a participação de membros da redação do Crunchyroll, do Suco de Mangá, do Noticias Anime United e do Urso do Video Quest, era pra ser uma discussão sobre quais seriam os pilares de um bom mangá, mas logo o foco  passou a ser como eles fazem suas resenhas e avaliações.

O tema da segunda palestra foi o No Game No Life, que até foi uma boa ideia e eu espero que, como o Júnior Fonseca, o dono da editora, falou, esses bate papo experimental sobre as séries lançadas pela empresa sejam mais comum, eles só precisam de um apresentador melhor.

A melhor palestra foi, estranhamente, a de Quadrinhos Nacionais, tanto por questão de assunto, quanto por desenvoltura dos participantes, que foram o Douglas MCT (autor de Hansel & Gretel), Fábio Sakuda ( autor de DeadZone), Raphael Fernandes (Editora Draco) e Fabrizio Yamai (escola de Desenho AreaE).

Pra fechar o próprio Júnior veio dar a situação de algumas obras que já tinham sido anunciadas como: Suicide Club (previsto para fevereiro), Pinóquio (previsão para o 1º trimestre de 2017) de Osamu Tezuka, as Comics de Tomb Raider e Halo (sem prazo). Sobre a continuidade  de No Game No Life, Fate/Zero (vol 6 previsto para junho), novel de Nº6 (que deve esperar o nivelamento com o mangá), Hetalia (previsão de termino em março), K’SIDE RED (previsto para fevereiro), Log Horizon (vol.3 previsto para fevereiro), Alice Hearts e Loveless (mudanças para trimestrais).

Falou das reimpressões de 1945, o primeiro mangá da New Pop, do Speed Racer em formato box, Jardins das Palavra e 1 Litro de Lagrimas.
Agora de novos títulos tivemos dois Yuri (romance lésbico):

Philosophia

Philosophia; Amano Shuninta; Yuri

  • Roteiro/Arte: Shuninta Amano
  • Volume Único

Sunset Orange Lips

Sunset Orange Lips; Rakuroichi, Yuri

  • Roteiro/Arte: Rokuroichi
  • Volume Único

Mais um Madoka Magica, dessa vez o The Rebelion Story

Madoka Magica - The Rebellion Story, Madoka Magica

  • Roteiro: Magica Quartet
  • Arte: Hanokage
  • 3 volumes

Do mesmo autor de Aku no Hana, o Happiness:

Happiness; Oshimi Shuzo

  • Roteiro/Arte: Shuuzou Oshimi
  • Publicação em andamento no Japão

O mangá de Clockwork Planet, do mesmo criador de No game No Life:

Clockwork Planet; Himana Tsubaki,; Kamiya Yuu; Kuro

  • Roteiro: Yuu Kamiya / Tsubaki Himana
  • Arte: Kuro
  • Publicação em andamento no Japão

Um dos meus títulos favoritos, o drama Koe no Katachi:

Koe no Katachi, A silent Voice; Ooima Yoshitoki

  • Roteiro/Arte: Yoshitoki Ooima
  • 7 volumes

E pra fechar o engraçadíssimo Great Teacher Onizuka:

GTO; Great Teacher Onizuka;

  • Roteiro/Arte:  Fujisawa Tohru
  • 25 volumes

Mas diz ai, qual foi o anúncio que mais te animou? O que você estava esperando e não tá na lista?
Pessoalmente, pela New Pop ser a única editora que tem essa fé nos Ligth Novel, eu estava torcendo pelo Bakemonogatari vir pra cá, mas estou muito contente com o GTO e principalmente com o Koe no Katachi.

E só pra finalizar com minhas inpressões do evento, acredito que o saldo foi positivo, na primeira edição do New Pop Day eu infelizmente não pude ir, gostei do bate papo e da iniciativa da editora se encontrar com o publico fora dos grandes eventos, de criar essa aproximação, acredito que eles estão no caminho certo. Que venham mais 10 anos!

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Resenha: Não mexa com minha filha!

Nozomu Tamaki, Uchi no Musume ni Te o Dasu na!, Não mexa com minha Filha!

Título Original: Uchi no Musume ni Te o Dasu na!
Autoria: Nozomu Tamaki
Editora Original: Shonen Gahosha/Young Comic
Editora Nacional: Editora Alto Astral/Astral Comics
Gênero: Erótico, ação e comedia
Recomendado para maiores de 18 anos
Tradução: Isao Komiya
Organização: Jessica Mobílio
Páginas: 164
Preço: 16,90

*Mangá cedido pela editora

Oitava Maravilha era uma heroína que estava desaparecida a cerca de 20 anos, mas agora ela voltou! Tão jovem e bonita quanto antes.

Nozomu Tamaki, Uchi no Musume ni Te o Dasu na!, Não mexa com minha Filha!

Acontece que a filha da 8ª Maravilha, herdou o manto de sua mãe, Athena, que não deseja que a rebenta passe pelas mesmas situações de abuso e vergonha, decide ajuda-la em segredo.

nmcmf_3O autor, Nozomu Tamaki, tem como obra mais famosa o mangá “Dance in the Vampire Bund” foi adaptado em 12 episódios pelo estúdio Shaft, mas ele também é um grande fá de hq americanas de super-heróis, principalmente aquelas em que as heroínas acabam sem roupa, ele cita um subgênero chamado “heropin”, onde as personagens são frequentemente espancadas, numa pegada bem masoquista. Isso já dá uma ideia do que encontrei na revista, tentáculos e abusos são constantes nesse mangá, mas o bom é que ao contrário de muitos mangás/animes, essas situações não são positivamente valorizadas e nem consideradas normais, em “Não mexa com a milha filha” só gente ruim faz esse tipo de coisa.

O mangá tem um bom senso de humor, quero destacar a parte em que Athenas derrota um monstro que está sugando a energia sexual dos civis, com o seu orgasmo. Há também várias referências sexuais, um dos vilões atende pela alcunha de Blowjob, a agencia das heroínas se chama N.U.D.E e outras. Interessante são as referências um tanto inesperadas, como por exemplo: Wall-E, As Meninas Superpoderosas e St. Elmo’s Fire; mas a parte mais engraçada é a relação familiar e o segredo entre as duas; em um momento acontece um concurso de cosplay de 8ª Maravilha e a Athena ganha da própria filha. A parte artística é boa, cheia de garotas fisicamente exageradas e roupas impossíveis, mas a ação é boa e os vilões que tem um estilo Marvel/DC são bem feitos.

O preço é alto (16,90) comparado com os outros títulos no mercado, mas o selo Astral Comics, trouxe em ” Não mexa com minha filha!” uma revista erótica com um bom acabamento, com bastantes páginas e bastante tentáculos…Mas não é só isso! A trama traz algo fora da mesmice, protagonizado por uma mãe solteira dona de casa que só quer proteger a filha e um pequeno mistério familiar.

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Resenha: Azumanga Daioh vol. 1

azumanga daioh, 4-koma, New Pop

Autor: Azuma Kiyohiko
Editora Original: ASCII MediaWorks/Kodokawa
Editora Nacional: New Pop
Gênero: Comédia
Tradutor: Junior Fonseca
Páginas: 156
Preço: 16,90

azumanga daioh, 4-koma, New PopDe leitura leve e bem-humorada, o 1º volume de Azumanga Daioh reúne diversa tirinhas verticais, sempre 4 quadros, esse formato é chamado de Yonkoma ou 4-koma.

Com foco em um grupo de garotas do Ensino Médio e suas vidas escolares elas são:  Chiyo Mihama, uma super dotada de 10 anos que foi adiantada para o Ensino Médio ; Sasaki é a maior garota da turma, ela não é de falar muito e todos acreditam ser durona, mas ela adora coisas fofas e animais ; Tomo Takino ocupa o posto de garota super enérgica  e competitiva ; Koyomi Mizuhara é a mais normal de todas, a com menos destaque do grupo ; Por ultimo, a distraída estudante transferida de Osaka, Ayumu Kasuga.

A maioria das historinhas são desconexas então não tem problema ler devagar, acho que é até melhor assim, de pouco em pouco fica mais prazeroso e o fator releitura é ótimo. Perfeito para ler no transporte, no banheiro e em filas.

 

 

O volume ainda conta com o Azumanga Daioh DX, que um capitulo com quadros maiores, no estilo mais tradicional. O acabamento e edição ficaram bons, a transparência é bem suave. A tradução, que em obras de humor deve dar um trabalho, até que está bem-feita, contudo em algumas piadas se perderam na minha falta de bagagem cultural japonesa e outras tiveram de ser explicadas, enquanto outras ficaram jogadas, um glossário já ajudaria.

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Azumanga foi adaptado para anime em 26 episódios pelo Estúdio J.C Staff, atualmente o autor está lançando Yotsuba&!, que é no mesmo estilo 4-koma.

A Editora New Pop lançou os 4 números da obra, você pode comprar direto do site deles ou pesquisar por aí. Espero mais lançamentos do mesmo estilo, como por exemplo Gekkan Shoujo Nozaki-kun.

Curiosidades: O título é uma junção do sobrenome do autor, Azuma, e Manga, já o Daioh! vem do nome da revista japonesa que publicou a série, Monthly Comic Dengeki Daioh.
Antes, Kiyohiko Azuma escrevia hentai e obras independentes sobre a alcunha de Jōji Jonokuchi e A-ZONE.

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Fontes: MAL ; Wikipedia ; Azumanga Daioh Wiki

Pen Dragon ; mangá ; astral comics ; editora alto astral ; Mika ; Shogun Shonem

Resenha – Pen Dragon

Ah alguns dias recebi uns quadrinho publicados pelo selo Astral Comics da Editora Alto Astral. E essa é a resenha de Pen Dragon volume 2.

PEN DRAGON – CONTRA O TEMPO

Pen Dragon ; mangá ; astral comics ; editora alto astral ; Mika ; Shogun Shonem

Editora original: Humanoids
Editora nacional: Astral Comics – Editora Alto Astral
Roteiro: Mika
Arte: Shogun Shonem
Gênero: Aventura
Paginas: 96
Edições: 9
Preço: R$14,90

Mas se um mangá produzido na Coreia é um Manhwa, se é chinês é um Manhua, e se ele for francês?

Deixando classificações de lado, Pen Dragon é mais um mangá francês da Humanoids que chega ao Brasil pela Astral Comics. Com uma arte de Shogun Shonen, que é muito parecida com a de Akira Toriyama, mas muito mesmo, o autor Mika conta a aventura de Pen, um garoto que está sendo perseguido porque matou um dragão sagrado por engano, o que irá trazer uma maldição ao seu vilarejo. E agora com a ajuda de um ancião, ele irá tentar reverter esse destino.

Sendo a arte parecida com a do criador de Dragon Ball, não tenho o que reclamar, os personagens são variados e caricatos. A movimentação e as lutas são bem feitas. Só não gostei dos diálogos, me pareceram estranhos, não são naturais.

Pen Dragon ; mangá ; astral comics ; editora alto astral ; Mika ; Shogun Shonem

Uma das partes mais legais desse mundo criado por Mika é o funcionamento da magia, eu pelo menos gosto dessa parte técnica, quem são os grupos, criaturas e os inimigos que fazem parte da história.

Pen Dragon ; mangá ; astral comics ; editora alto astral ; Mika ; Shogun Shonem

Sinceramente a revista não é ruim, mas pelo tamanho, pelo o tipo de papel, o preço da revista está muito alto comparado com os mangás das outras editoras, se Pen Dragon tivesse em uma faixa abaixo dos R$ 10, ele teria uma chance melhor no mercado.

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Cortesia da Astral Comics [Vídeo]

Recebi uma cortesia do pessoal do Selo Astral Comics e esta ai um videozinho.

Espero que gostem. E quero agradecer muito o pessoal da Editora Alto Astral, valeu pela força!!