Resenha

Resenha – Kimi no Na wa [Your Name]

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O longa dirigido por Makoto Shinkai, lançado em agosto de 2016, arrecadou mais de US$350 milhões no mundo todo e bateu “A Viagem de Chihiro” como a maior bilheteria de uma animação japonesa. E por muitos a sua exclusão do Oscar foi considerado uma injustiça, o que eu não concordo, no final do post exponho melhor minha opinião.

O diretor já tinha emplacado dois relativos sucessos nos cinemas japoneses, “5 Centímetros por Segundo” e “O Jardim das Palavras”, teve em Kimi no Na wa (Your Name), seu maior sucesso.

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LET THE VOICE OF LOVE TAKE YOU HIGHER! Considerações Finais: Jojo’s Bizarre Adventure – Diamond is Unbreakable

Mais uma vez acompanhei as Bizarras Aventuras da família Joestar, agora em um thriller de suspense no estranho verão de 1999 na bucólica cidade de Morioh.

Ao longo de 39 episódios, Josuke e sua turma usam seus poderes pra desde ganhar uma grana fácil, escrever mangás, “conquistar” amores, solucionar pequenos casos, a investigar Serial Killer, sem perder o ritmo e o estilo. E que estilo!

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Saga por Saga: Yu Yu Hakusho – Detetive Espiritual

O Saga por saga é uma categoria um pouco antiga e abandonada aqui no blog no qual um anime é analisado em partes e o primeiro título escolhido foi HunterXHunter de Yoshihiro Togashi, o mesmo autor de Yu Yu Hakusho, cujo os mangá foram lançados pela JBC.

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Esse anime clássico que estreou à 20 anos atrás, no dia 17 de março na Rede Manchete, e tem uma legião de fãs. Fãs que continuamente discutem qual dublagem é melhor: A antiga dos anos 90 ou a dos anos 2000 quando o desenho passava na Cartoon Network?

Eu nunca tinha ouvido a versão da Cartoon Network então decidi assistir as duas versões do desenho para comparar e ter meu própria opinião. E é fácil encontra-las no Youtube.

E me desculpe os saudosistas, mas a versão da Cartoon é a vencedora por causa da qualidade de som, que é mais limpa, do maior dinamismo nas falas e termos usados, isso considerando que o estúdio de dublagem foi o mesmo e que praticamente todas as vozes são idênticas. O que pode influenciar um pouco a disputa é a questão das gírias usadas, porque essa abrasileirada, as vezes tão mal vista, é um dos maiores trunfos do anime .

Sinopse:

Yusuke Urameshi era um delinquente valentão que só cabulava aula e se metia em brigas, quem iria pensar que um cara desse iria se sacrificar para salvar uma criança? O Mundo Espiritual que não foi.

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O herói fica confuso em ver seu corpo ali no asfalto, mas de certa forma estava conformado com a morte, contudo, logo chega voando em cima de um remo e com seu formoso kimono, uma versão bem mais linda da Morte, a Botan (S2), uma Guia Espiritual que diz ao recém-falecido que ele pode ser revivido porque não tem vaga pra ele nem no Céu, nem no Inferno, mas esse milagre só será possível se pessoas mais próximas a ele também desejarem seu retorno.

Mas claro que todo o milagre vem com uma promessa. Yusuke se tornou um Detetive Espiritual. Talvez ele devesse ter ficado morto mesmo, porque com o trampo que o Príncipe Koenma lhe deu, a morte vai ser bem mais dolorosa…

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Resenha: Another –  Quem é o morto?

Another, LivroAutoria: Yukito Ayatsuji
Editora Original: Kadokawa Shoten – 2009
Editora Nacional: JBC – 2015
Gênero: Colegial, Suspense, Ficção
Tradução: Edward Kondo
Páginas: 392

Another fez um sucesso considerável, foi adaptado para anime, mangá, live-action e etc, mas a obra original é um livro de 2009 que conta a bizarra situação que assola a turma 3-3 da Escola Ginasial Yomiyama do Norte.

Tudo começou quando um aluno chamado Misaki, o cara mais amado por todos, morreu subitamente, porém a classe não aceitou a perda e juntamente com o professor, começaram a fingir que ele não tinha morrido, e assim como se nada tivesse acontecido, os colegas “conversavam” com ele e até nas chamadas o falecido continuava presente. Mas eles não contavam que essa solidariedade traria a Morte para mais perto da turma, que a partir daquele ano, um fantasma que não sabe que está morto se infiltra no meio dos alunos atraindo diversas tragédias.

O Grito, Edvard Munch, Skrik

“…não é o homem que está gritando…, e sim, o mundo à sua volta. O homem está tapando os ouvidos assustado com esse grito” – Mochizuki (Another)

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Resenha: Kabaneri of the Iron Fortress

Koutetsujou no Kabaneri, kabaneri of the iron fortress

Nome Original: Koutetsujou no Kabaneri
Roteiro: Ichiro Okouchi (Code Geass)
Direção: Tetsurou Araki ( Death Note, Shingeki no Kyojin)
Estúdio: Wit Studio ( Shingeki no Kyojin, Rolling☆Girls)
Ano: 2016
Gênero: Ação, Steampunk
Classificação: +17
Capítulos: 12
Obra Original

Em um Japão alternativo Steampunk/Medieval assolado por zumbis que surgiram durante a revolução industrial, aqui chamados de Kabanes, onde samurais, xoguns e cidades muradas convivem com armas pneumáticas, trens a vapor fortificados cruzam todo o país. E é em um trem, o Koutetsujou, que boa parte da trama é desenvolvida e se essa máquina pode ser considerada um personagem, talvez ela seja um dos mais carismáticos do anime.

Koutetsujou no Kabaneri, kabaneri of the iron fortress

E sobre os personagens, temos o protagonista, Ikoma, um mecânico de locomotiva que tem como objetivo aniquilar todos os mortos vivos, só que logo no primeiro episódio ele acaba mordido, mas consegue travar a transformação (Opa! Ele virou a coisa que ele mais odeia? Eu já vi isso antes), o que o torna resistente a outras mordidas de Kabanes. Ikoma também inventa uma arma capaz de perfurar o coração revestido de metal dos monstros e fica super empolgado, mas dá para perceber logo, que existem outras formas de matar o inimigo e tem gente que é muito bom nisso.

Mumei, é um desses casos, ela é muito ágil e derrotas os Kabanes facilmente e assim como o personagem principal, Mumei é meio Kabane, ou Kabaneri, como ela prefere ser chamada. Esses dois são realmente os únicos que importam, uma pena porque eu tinha expectativas que a maquinista fosse interessante…

Koutetsujou no Kabaneri, kabaneri of the iron fortress, Yukina

Com o tempo Ikoma e Mumei começam a se relacionar, e do nada o herói decide que quer tornar sua amiga humana de novo e convence ela que isso é uma boa ideia, mas na verdade ele, apesar de todo seu ódio, deveria pensar pelo lado positivo, agora eles são mais resistentes, rápidos e uteis a tripulação, e só precisam de um sanguinho para se sustentarem, então que tal aniquilar a ameaça primeiro?

Koutetsujou no Kabaneri, kabaneri of the iron fortress, Mumeii, IkomaA junção do mundo pré-moderno com a Idade Média japonesa ficou muito interessante, o uso dos trens como habitat humano e único meio de transporte de longa distância, lembra de leve o filme O Expresso do Amanhã. O anime não dá nenhuma ideia de o que está acontecendo no restante do mundo, se os Kabanes já se espalharam por toda a terra, o único indicio que temos de terras estrangeiras é um personagem gringo, que inclusive foi interpretado por um americano Maxwell Power, um ponto positivo, pois eu acho que isso é raro, na maioria das vezes temos um dublador japonês emulando línguas estrangeiras.

Positivo também são as cenas de ação, que são bem dinâmicas e a arte da animação também é bem-feita, devo admitir que o design dos personagens parece meio antigo,  enquanto as CGI são bem suaves, tudo feito sem relaxo, talvez o fato de ser uma produção original ajude na plasticidade.

Pena que a trama não empolga, o pequeno mistério que existe não é instigante e nem te faz torcer por uma segunda temporada, apesar de já ter sido anunciada.

Kabaneri of the Iron Fortress tem suas qualidades, mas acredito que ele esteja ganhando mais atenção do que merece, o anime não é mais que um Attack on Titan classe B.

Koutetsujou no Kabaneri, kabaneri of the iron fortress,

Obs: Eu assisti esse anime no Amazon Prime Video legendado, por falta de opção, em Português de Portugal e foi uma ótima pedida, a língua mais rebuscada deu um clima antigo a época retratada.